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Comissão zero na Amazon: o que vale para vendedor novo em 2026

A Amazon isenta a comissão por 3 meses para quem entra nos programas logísticos — com teto, prazo e endereço em São Paulo. Veja o que a landing não conta e como não perder a janela.

22 de ago. de 202613 min de leitura
Comissão zero na Amazon: o que vale para vendedor novo em 2026

Você abre a página da Amazon e lê “venda até R$ 500 mil com comissão zero”. Fecha o Excel. Abre de novo. A conta parece boa demais para ser o preço de sempre.

Não é presente eterno. É campanha com teto, prazo e letra miúda. Quem entra no FBA, no DBA ou no FBA Onsite no tempo certo deixa de pagar a comissão de venda por um tempo. Quem só lê o slogan e despacha por conta própria não entra.

Resposta rápida

A Amazon isenta 100% da comissão de venda por 3 meses (90 dias) nas vendas feitas por FBA, DBA ou FBA Onsite, com teto de R$ 40 mil de isenção. Dá para estender mais 2 meses (teto extra de R$ 20 mil) se você gastar 3,5% da receita elegível em anúncios patrocinados e mantiver a performance logística. Vale para conta CNPJ com coleta no estado de São Paulo, classificada como conta nova no programa logístico. Venda por logística própria não entra. Para começar o benefício, precisa de pelo menos um ASIN com oferta ativa no programa até 30 de setembro de 2026. Os termos oficiais são a fonte; a página da campanha é o marketing.

O que a Amazon está oferecendo de verdade

Não é “Amazon de graça”. É isenção da comissão de venda — a taxa de referência que a Amazon cobra em cada item, em geral de 10% a 15% do preço final do comprador, conforme a página de preços. Tem comissão mínima de R$ 1 por item quando o percentual dá menos que isso.

O benefício base, no item 1 dos termos:

  • 90 dias sem essa comissão, só nas vendas pelos programas logísticos da Amazon;
  • até R$ 40.000 isentos nesse período;
  • começa em 10 de fevereiro de 2026 se você já tinha ASIN ativo no programa, ou no dia do primeiro ASIN ativo depois dessa data;
  • os 90 dias correm inteiros a partir do início — não “somem” se você começar em setembro.

A extensão de 60 dias não é automática só porque você vendeu. Os termos pedem:

  • 3,5% da receita elegível consumidos em Amazon Ads — orçamento alocado sem gastar não conta;
  • métricas de envio no alvo, se você usa DBA ou FBA Onsite (cancelamento e atraso abaixo dos limites da tabela);
  • quem opera só FBA precisa do investimento em Ads; a nota dos termos libera esse grupo da régua de cancelamento/atraso da extensão.

O teto da extensão é R$ 20 mil. Sobra do primeiro período não passa para o segundo. O segundo não antecipa. O relógio inteiro (base + extensão) não passa de 31 de dezembro de 2026.

A Amazon reserva o direito de mudar ou encerrar a promoção. Antes de montar o trimestre em cima disso, abre o Seller Central e confere o status da sua conta.

Quem entra — e quem acha que entra

“Vendedor novo” no marketing não é a mesma coisa que “conta nova no programa logístico” no contrato.

Entra quem cumpre, ao mesmo tempo:

  • conta CNPJ ativa e em conformidade (Seller Central → Desempenho → Estado da conta);
  • vendedor do estado de São Paulo: domicílio fiscal no Brasil e endereço de origem de coleta no estado — operação internacional fica de fora;
  • conta nova no programa logístico: nenhuma oferta ativa em FBA, DBA ou FBA Onsite entre 4 de dezembro de 2025 e 1º de janeiro de 2026.

Isso muda o filme. Você já pode vender na Amazon com logística própria e ainda ser “novo” no FBA. O contrário também: se você já tinha oferta ativa num desses programas na virada do ano, a isenção de comissão desta campanha não é a sua.

Não entra:

  • venda enviada por você, sem FBA/DBA/FBA Onsite;
  • conta só com CPF — a campanha pede CNPJ;
  • coleta fora de São Paulo;
  • ASIN sem estoque, invisível ou bloqueado (não conta como oferta ativa).

O cadastro de seller em si aceita CPF ou CNPJ, como a Amazon descreve na página de registro. Esta campanha, não: sem CNPJ e sem coleta em SP, o slogan não cola.

Se você já vende em outro canal e está só olhando a Amazon agora, o texto de como vender mais na Amazon cobre anúncio e FBA no geral. Aqui o assunto é a isenção.

O “R$ 500 mil” da landing não é o teto do contrato

A campanha grita R$ 500 mil com comissão zero. Os termos falam em R$ 40 mil de comissão isenta no trimestre, mais R$ 20 mil se a extensão vier.

São unidades diferentes. Um é faturamento de marketing. O outro é quanto a Amazon deixa de cobrar de taxa de referência.

Faça a conta na sua categoria, não na do anúncio. Na tabela oficial, comida e bebida pagam 10%; saúde, 12%; roupa, 14%; livro e “demais categorias”, 15%. Comissão de R$ 40 mil em 10% equivale a R$ 400 mil em vendas naquele recorte — não a R$ 500 mil. Em 12%, o teto chega mais cedo, perto de R$ 333 mil.

O “até R$ 500 mil” só fecha se a sua taxa efetiva for mais baixa que a faixa de 10–15% da página de preços. Não achei essa conta nos termos. Trate o número grande como propaganda. O teto que importa no extrato é o de R$ 40 mil.

Imagine 200 vendas de R$ 150 numa categoria de 12%. Faturamento: R$ 30 mil. Comissão que deixaria de sair: R$ 3.600. Longe do teto — e ainda assim é dinheiro que fica, se a operação aguentar o prazo de envio.

Estouro o teto no 60º dia? Do 61º em diante a comissão volta no que passar de R$ 40 mil. Os 90 dias não viram “zero para sempre”.

O que continua saindo do bolso

Comissão zero não zera a operação.

Plano. A Amazon anuncia o Plano profissional grátis no 1º ano para conta nova; depois, R$ 19 por mês. O Individual cobra R$ 2 por item vendido, além da comissão. Integrador, anúncio em massa e FBA pedem o profissional — a comparação de planos está no site deles.

Logística. A mesma campanha anuncia FBA grátis no 1º mês (gestão, armazenagem e coleta) e, depois, tarifa na casa de R$ 6 por unidade em certos recortes. DBA e FBA Onsite aparecem com 50% off na tarifa no primeiro mês, para produto a partir de R$ 79. Tudo isso tem termos próprios e, no FBA, página de Experimente FBA. Confira a tela do Seller Central no dia em que for enviar o estoque — campanha de logística não é a mesma cláusula da comissão.

Anúncio. A extensão da isenção cobra Ads. 3,5% de R$ 20 mil de receita elegível são R$ 700 consumidos, não “campanha criada e pausada”.

Imposto e produto. A Amazon não paga o seu ICMS. Margem continua sendo preço de verdade: custo, frete, tarifa, imposto, devolução.

Se a conta só fecha “porque a comissão está zerada”, o 91º dia dói.

FBA, DBA e FBA Onsite: o jeito de enviar muda a isenção

Os três programas liberam a comissão zero. O trabalho do dia não é o mesmo.

FBA (Logística da Amazon). Você manda o estoque para o centro de distribuição. A Amazon embala, envia, atende o Prime. Menos atraso seu — mais preparação de envio ao CD, etiqueta de FBA e giro de estoque parado lá.

DBA (Delivery by Amazon). Você vende, embala e imprime a etiqueta. A Amazon cuida da entrega com a rede dela. A nota e o prazo de despacho continuam na sua mesa. Atraso e cancelamento aqui matam a extensão.

FBA Onsite. A Amazon retira no seu CD e entrega. Serve quem já tem operação de fulfillment próprio. A régua de cancelamento e atraso dos termos é a mais apertada dos três.

Oferta ativa, nos termos, é ASIN publicado, com estoque maior que zero, visível, sem bloqueio. Cadastrar e deixar zerado não dispara o relógio — e também não cumpre o prazo de 30 de setembro.

Black Friday 2026 cai dentro da janela se você começar agora. Começar em outubro, pelos termos, não inicia este benefício.

Os 90 dias não perdoam operação torta

Isenção sem pedido despachado é slide de PowerPoint. O que quebra o trimestre é clássico: estoque mentindo, nota atrasada, pedido no WhatsApp e anúncio ativo nos outros canais com o mesmo SKU.

Imagine 10 unidades. Você sobe as 10 no FBA e deixa as mesmas 10 no Mercado Livre e na Shopee. Sem estoque central, cada painel acha que tem 10. O filme é o de sincronizar estoque entre canais, só que agora com relógio de campanha.

A nota também não espera. Em DBA e self-ship, sem XML a Amazon não fecha o ciclo direito — e desde 2026 o marketplace cobra documentação fiscal válida. No FBA a Amazon costuma faturar a venda ao consumidor no faturador dela; no DBA, a nota é sua. Em qualquer dos dois, cadastro podre (NCM, CFOP, intermediador) vira rejeição na SEFAZ. O fluxo de NF-e de marketplace é o mesmo tipo de problema, com CNPJ de intermediador diferente. Na Amazon, o material fiscal da própria empresa usa o CNPJ 15.436.940/0001-03 (Amazon Serviços de Varejo do Brasil). Confirme no XML com o contador.

Se a planilha já treme em um canal, 90 dias de Amazon no olho é pedir cancelamento. Aí a extensão não vem — e a reputação também não.

Onde o ERP da Olist entra nessa conta

A isenção é da Amazon. O gargalo, na prática, é juntar pedido, estoque e nota sem copiar linha.

O Sistema ERP da Olist tem integração nativa com a Amazon: recebe pedido e produto, envia estoque e preço, sincroniza situação e, na aba fiscal, manda a NF-e automático ao autorizar — inclusive no fluxo de DBA/self-ship que a Olist documentou para 2026. OMS ligado, o pedido não depende de você lembrar de importar.

Não é “o melhor ERP do mercado”. É o sistema que eu indico para quem vende em marketplace e não quer ser o integrador humano. Se a sua vida ainda é um canal e dez pedidos por semana, talvez a planilha aguente — o texto de quando contratar um ERP ajuda a ver o ponto da virada.

FBA e Envios da Olist não são a mesma coisa. Frete de loja própria e etiqueta avulsa são Envios da Olist. Na Amazon, o programa logístico que zera a comissão é o da própria Amazon.

Nos 30 dias de teste do ERP, o exercício útil é um só: conectar a Amazon, faturar um pedido de ponta a ponta e ver o estoque baixar no outro canal. Se isso não rodar, o problema não é a comissão zero — é cadastro.

Como começar sem queimar o prazo

  1. Abra o registro de vendedor com CNPJ. Endereço de coleta em São Paulo, igual ao que a Amazon vai classificar.
  2. Escolha o Plano profissional se for usar FBA e integrador — o 1º ano grátis está na página de preços, para conta nova.
  3. Entre em Crescimento → Recompensas do vendedor no Seller Central e se inscreva no que aparecer para a sua conta. A página de recompensas descreve o caminho.
  4. Ative FBA, DBA ou FBA Onsite. Sem oferta ativa num deles, a isenção não começa.
  5. Suba pelo menos um ASIN com estoque visível antes de 30/09/2026.
  6. Precifique com a comissão cheia no 4º mês. Use os 90 dias para testar conversão, não para viciar preço insustentável.
  7. Se for atrás da extensão, ligue Ads no começo — 3,5% no último fim de semana não se inventa.

Acompanhe o progresso na página da campanha dentro do Seller Central: valor já isento, dias restantes, Ads e métricas de envio. Os termos dizem que atraso na tela não é desculpa para pedir benefício retroativo.

FAQ

Comissão zero vale para quem já vende na Amazon?

Pode valer se a conta for nova no programa logístico — sem oferta ativa em FBA, DBA ou FBA Onsite entre 4 de dezembro de 2025 e 1º de janeiro de 2026 — e o resto da elegibilidade fechar (CNPJ, SP, conformidade). Já ter anúncio com envio próprio não te tira automaticamente. Já ter FBA naquela janela, sim.

Venda por logística própria entra na isenção?

Não. Os termos são explícitos: venda por logística própria não é elegível. Sem FBA, DBA ou FBA Onsite, a comissão da categoria continua.

O teto é R$ 500 mil em vendas ou R$ 40 mil de comissão?

Nos termos, o teto do benefício base é R$ 40 mil de comissão isenta em 90 dias. O “R$ 500 mil” é frase da landing. Calcule na sua categoria.

Preciso anunciar para ter os 3 primeiros meses?

Para o benefício base, os termos desta isenção não exigem Ads. Para a extensão de 2 meses, sim: 3,5% da receita elegível consumidos em anúncios patrocinados, mais as métricas de DBA/Onsite se você usar esses programas.

Até quando dá para entrar?

Pelo menos um ASIN com oferta ativa no programa logístico até 30 de setembro de 2026. Depois dessa data, este benefício não inicia. A extensão, se vier, não passa de 31 de dezembro de 2026.

MEI de outro estado entra?

A campanha de comissão zero que está nestes termos pede vendedor do estado de São Paulo. MEI de outro estado pode abrir conta de seller; esta isenção, pelos termos atuais, não. Campanha de FBA em outros estados é outro texto — não misture.

O ERP da Olist é obrigatório para pegar a isenção?

Não. A Amazon não pede ERP. Pede conta em ordem, logística dela e oferta ativa. O ERP entra para o pedido, a nota e o estoque não explodirem no meio dos 90 dias.

Teste o ERP enquanto a comissão está zerada

Se você vai usar a janela, use para montar o fluxo — não só para “vender barato e ver o que acontece”.

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Confira os termos da Amazon no Seller Central no dia em que for enviar o primeiro ASIN. Campanha de marketplace muda. O teto e o prazo que eu usei aqui são os de agosto de 2026.

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